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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Telefones de emergência: um novo ataque contra os bebês em gestação na América Latina
Ignore as leis e distribua pílulas do aborto para que as próprias mulheres abortem.
A Federação Internacional de Planejamento Familiar (conhecida pela sigla inglesa IPPF) e seus aliados apareceram com uma nova tática astuta em sua guerra contra os bebês em gestação. Eles decidiram simplesmente ignorar as leis existentes que protegem a santidade da vida e estabelecer telefones de emergência de aborto para incentivar as mulheres mesmas a abortar. As mulheres que discam para esses números são orientadas acerca da droga abortiva misoprostol. Elas são instruídas sobre como obtê-la e como podem usá-la para fazer um aborto.
Na América Latina, essa campanha já está em andamento. Durante os quatro meses passados, grupos abortistas do Equador, Chile e Argentina estabeleceram tais telefones de emergência de aborto.
Os números são veiculados em anúncios que oferecem "serviços gratuitos de informações para mulheres com gravidezes indesejadas", mas o que se ouve quando se disca é um anúncio de abortos provocados por misoprostol.
A organização estrangeira que está diretamente por atrás da invenção desses telefones de emergência é a ONG holandesa "Mulheres nas Ondas", de acordo com Veronica Marzano, porta-voz de várias organizações feministas e lésbicas da Argentina. Ao anunciar o estabelecimento do número emergencial na Argentina, Marzano disse que essa iniciativa regional "surgiu depois que Mulheres nas Ondas recomendou números telefônicos especiais em vários outros países da região, como Equador e Chile".
Recorde que Mulheres nas Ondas é responsável pelo infame abortuário flutuante - o tão chamado "Barco da Morte" - até que foi recentemente paralisado por ordem do governo holandês. Que até mesmo o governo holandês, que não é conhecido por seu respeito à vida, não tolerasse as atividades dessa ONG demonstra como ela é de fato radical.
O próximo passo ocorreu em 2005, quando os governos do Reino Unido, Dinamarca, Noruega e Suécia criaram o Fundo de Ação para o Aborto Seguro, ou FAAS, para financiar projetos de "aborto seguro" para os países em desenvolvimento. O gerenciamento desse fundo foi confiado à IPPF.
Agora as coisas começaram a acontecer rapidamente. Em 18 de maio de 2007, a IPPF anunciou que o FAAS decidiu alocar 11 milhões de dólares para financiar 45 projetos em 32 países. Três meses depois, Gynuity divulgou um estudo chamado "Opções para se introduzir o aborto médico no Brasil, na Colômbia, no México e no Peru, revelando os países latino-americanos em que eles haviam decidido concentrar seus esforços."
A Organização Mundial de Saúde também entrou em cena, publicando um livreto em dezembro de 2007 patrocinado pela Fundação Rockefeller e IPAS chamado "Perguntas feitas com freqüência acerca de abortos médicos". Isso confirma o uso do misoprostol para realizar abortos.
A dificuldade de lutar contra essa promoção global de abortos por misoprostol é dupla. Primeira, a droga realmente tem um uso médico legítimo para tratar úlceras e hemorragia pós-parto. Segunda, a maioria dos países em desenvolvimento não regulamenta drogas, de modo que o misoprostol pode ser obtido sem uma prescrição de qualquer drogaria que seja convencida a distribuí-la.
Autor da matéria: Carlos Polo - diretor do escritório latino americano do Instituto de Pesquisa de População. Tradução: Julio Severo Fonte: O Verbo

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