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1) Período patrístico Os primeiros cristão tinham o costume de cantar em suas reuniões e são freqüentes os relatos de que cantavam enquanto eram martirizados. No entanto, no 3 século começaram as controvérsias. A primeira discussão a respeito do uso dos salmos de Davi e de hinos compostos por outras pessoas. Dizia-se que somente os salmos eram inspirados pelo Espírito Santo, mas outros criam que Deus continuava inspirando os cristãos. Essa polêmica durou muitos séculos, até 1600 d.C. No mesmo século começou-se a questionar o uso de instrumentos e de vozes ensaiadas. Em um concílio (Laodicéia) ficou decidido que os salmos compostos por pessoas comuns não seriam cantados na Igreja e que ninguém deveria cantar na Igreja a não ser os cantores designados. A coisa foi ficando pior quando o bispo Gregório rejeitou o cânticocongregacional acreditando que os leigos não deveriam participar do cântico por ser uma função clerical (canto gregoriano). Um novo concílio (Braga) em 563 d.C proibiu todos os cânticos, exceto os salmos de Davi.
2) Período medieval Esse período foi conhecido como a “Idade das Trevas”. Os instrumentos musicais foram banidos da Igreja. A Igreja Católica Romana desaprovou o desenvolvimento da música. Paralelamente, fora da Igreja, o século XVI revelou um importante desenvolvimento dos instrumentos musicais e dos ritmos, das harmonias e das melodias. O único canto considerado era o gregoriano, visto como modelo de música sagrada.3) Período da reformaLutero foi um dos principais personagens na reforma da música na Igreja. Ele incentivou o estudo da música e a composição de hinos (“Castelo forte” é dele) e ainda instituiu o músico assalariado na Igreja. Já Calvino, incentivava o cântico congregacional mas desaprovava os hinos compostos por pessoas comuns e o uso de instrumentos e divisão de vozes. Em alguma igrejas da Inglaterra o cântico foi banido, mas os cristãos se reuniam depois dos cultos para cantar. Somente 300 anos depois, em 1866, alguns ramos da igreja presbiteriana começou a permitir o uso do órgão.
4) Período pós-reforma Nesse período outros instrumentos começaram a entrar no cenário cristão, principalmente com os morávios, que introduziram violinos e instrumentos de sopro. Os irmãos Wesley também cooperaram nessa reforma, escrevendo mais de 6000 cânticos. No entanto, o uso dos instrumentos ainda causava muita polêmica, principalmente entre os batistas e presbiterianos.
5) Período modernoEm 1879, o Exército da Salvação, fundado por William Booth, começou algo completamente diferente de tudo. Suas reuniões tinham palmas, pandeiros, tambores, metais e gritos de “aleluia”. Esse estilo favoreceu a criação de bandas e, posteriormente, reforçou o movimento pentecostal.
Conclusão De tempos em tempos discute-se se determinado instrumento ou ritmo musical deve ser usado na Igreja. Seguimos atrasados em lançar tendências. Elvis Presley cantava e pregava na Igreja. É considerado por muitos o pai do rock. Precisou sair da Igreja para influenciar com sua música. Quanto tempo demorou para que cantemos rock nas Igrejas? Ainda tem lugar que não aceita, dizendo que é do diabo. Se Elvis é o pai do rock, podemos dizer que o rock nasceu na Igreja. Não é verdade? Hoje em dia já usamos todos os instrumentos e quase todos os ritmos musicais na Igreja, mas quando será que vamos lançar uma tendência?
Ignore as leis e distribua pílulas do aborto para que as próprias mulheres abortem.
A Federação Internacional de Planejamento Familiar (conhecida pela sigla inglesa IPPF) e seus aliados apareceram com uma nova tática astuta em sua guerra contra os bebês em gestação. Eles decidiram simplesmente ignorar as leis existentes que protegem a santidade da vida e estabelecer telefones de emergência de aborto para incentivar as mulheres mesmas a abortar. As mulheres que discam para esses números são orientadas acerca da droga abortiva misoprostol. Elas são instruídas sobre como obtê-la e como podem usá-la para fazer um aborto.
Na América Latina, essa campanha já está em andamento. Durante os quatro meses passados, grupos abortistas do Equador, Chile e Argentina estabeleceram tais telefones de emergência de aborto.
Os números são veiculados em anúncios que oferecem "serviços gratuitos de informações para mulheres com gravidezes indesejadas", mas o que se ouve quando se disca é um anúncio de abortos provocados por misoprostol.
A organização estrangeira que está diretamente por atrás da invenção desses telefones de emergência é a ONG holandesa "Mulheres nas Ondas", de acordo com Veronica Marzano, porta-voz de várias organizações feministas e lésbicas da Argentina. Ao anunciar o estabelecimento do número emergencial na Argentina, Marzano disse que essa iniciativa regional "surgiu depois que Mulheres nas Ondas recomendou números telefônicos especiais em vários outros países da região, como Equador e Chile".
Recorde que Mulheres nas Ondas é responsável pelo infame abortuário flutuante - o tão chamado "Barco da Morte" - até que foi recentemente paralisado por ordem do governo holandês. Que até mesmo o governo holandês, que não é conhecido por seu respeito à vida, não tolerasse as atividades dessa ONG demonstra como ela é de fato radical.
O próximo passo ocorreu em 2005, quando os governos do Reino Unido, Dinamarca, Noruega e Suécia criaram o Fundo de Ação para o Aborto Seguro, ou FAAS, para financiar projetos de "aborto seguro" para os países em desenvolvimento. O gerenciamento desse fundo foi confiado à IPPF.
Agora as coisas começaram a acontecer rapidamente. Em 18 de maio de 2007, a IPPF anunciou que o FAAS decidiu alocar 11 milhões de dólares para financiar 45 projetos em 32 países. Três meses depois, Gynuity divulgou um estudo chamado "Opções para se introduzir o aborto médico no Brasil, na Colômbia, no México e no Peru, revelando os países latino-americanos em que eles haviam decidido concentrar seus esforços."
A Organização Mundial de Saúde também entrou em cena, publicando um livreto em dezembro de 2007 patrocinado pela Fundação Rockefeller e IPAS chamado "Perguntas feitas com freqüência acerca de abortos médicos". Isso confirma o uso do misoprostol para realizar abortos.
A dificuldade de lutar contra essa promoção global de abortos por misoprostol é dupla. Primeira, a droga realmente tem um uso médico legítimo para tratar úlceras e hemorragia pós-parto. Segunda, a maioria dos países em desenvolvimento não regulamenta drogas, de modo que o misoprostol pode ser obtido sem uma prescrição de qualquer drogaria que seja convencida a distribuí-la.
Autor da matéria: Carlos Polo - diretor do escritório latino americano do Instituto de Pesquisa de População. Tradução: Julio Severo Fonte: O Verbo